Só não gosta de 'Sob pressão' quem não deu uma chance à série.


Há uma máxima de que brasileiro só gosta do que vem de fora; é o complexo de vira-lata, conhecem? 



Já cansei de ouvir que a gente não sabe fazer boas séries. “Como pode o país que produz as melhores novelas do mundo não conseguir fazer uma série decente?”. 

Quem aí já não leu ou ouviu algo parecido? Só neste último ano, a Globo produziu as ótimas “Onde nascem os fortes”, “Assédio”, “Carcereiros” e “Pais de primeira” — todas estão disponíveis no GloboPlay. 




É difícil um programa agradar a todos porque gosto é particular, mas “Sob pressão” deve fugir à regra. Só não gosta quem não acompanha, já que a série abrange vários temas.




Apesar de se passar majoritariamente num hospital, não é um programa médico daqueles que abusam dos termos técnicos. 

“Sob pressão” aborda diversos assuntos inspirados na vida real, cujo debate tem extrema importância para a sociedade, como diabetes, prevenção ao suicídio e gravidez na adolescência, entre outros. 

Os dramas de cada episódios fazem parte do cotidiano da maioria do povo que assiste ao programa, e isso aproxima o público dos personagens. Na última temporada, a corrupção que atinge a saúde pública ganhou destaque com a entrada de Fernanda Torres como Renata, a personagem mais diferente que a atriz já fez na televisão. Ela se junta a Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) na galeria de seres humanos reais e complexos que habitam a série. História boa demais!