Já cansei de ouvir que a gente não sabe fazer boas séries. “Como pode o país que produz as melhores novelas do mundo não conseguir fazer uma série decente?”.
Quem aí já não leu ou ouviu algo parecido? Só neste último ano, a Globo produziu as ótimas “Onde nascem os fortes”, “Assédio”, “Carcereiros” e “Pais de primeira” — todas estão disponíveis no GloboPlay.
É difícil um programa agradar a todos porque gosto é particular, mas “Sob pressão” deve fugir à regra. Só não gosta quem não acompanha, já que a série abrange vários temas.
Apesar de se passar majoritariamente num hospital, não é um programa médico daqueles que abusam dos termos técnicos.
“Sob pressão” aborda diversos assuntos inspirados na vida real, cujo debate tem extrema importância para a sociedade, como diabetes, prevenção ao suicídio e gravidez na adolescência, entre outros.
Os dramas de cada episódios fazem parte do cotidiano da maioria do povo que assiste ao programa, e isso aproxima o público dos personagens. Na última temporada, a corrupção que atinge a saúde pública ganhou destaque com a entrada de Fernanda Torres como Renata, a personagem mais diferente que a atriz já fez na televisão. Ela se junta a Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) na galeria de seres humanos reais e complexos que habitam a série. História boa demais!

